Dos meus favoritos: Cecília Meireles

4o. Motivo da rosa

Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.

Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.

Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.

E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.

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6 months: Be a Mother

Olá!

hoje com seis meses de idade, meu Filho Tito César, me realiza, me alegra, me motiva e me ama de uma forma que só os bebês sabem expressar.

Se estou feliz? NÃO, estou meeega realizada e grata a Deus por essa dádiva, que é ser mãe.

Mas como toda mulher e mãe de primeira viagem, tenho minhas inseguranças, medos e aflições de cada dia….rsrsrs

A tarefa de BE A MOTHER não é fácil, mas é gratificante.

Mudanças . Nascimento. Amor

A verdade e que minha mudança de vida, não se deu só por que me casei, ela se deu, desde o dia em que me entreguei ao amor. Hoje amo mais, mudei meus habitos, mudei-me de gestos e de pessoas, mudei meu corpo. Nao mudei aoenas a certeza de amar, e ser amada.

Meu filho nasceu! Meu amor mudou! Ou melhor… Nasceu outro AMOR.

Cha do Tito

Dos meus favoritos : Martha Medeiros.

A Alegria na Tristeza

O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se “Alegría de la tristeza” e está no livro “La vida ese paréntesis” que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.

O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.

Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.

Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.

Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.

Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.

Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.

Martha Medeiros

SABE

E eu tô aqui, sem dormir, sem sono algum, sem um monte de coisa, mas com uma única vontade! Sabe quando você quer fazer dar certo? Quando você quer que as coisas aconteçam entre nós.

Sim! Eu quero o “nós”.

Quero viver repleta de sorrisos e alegrias, quero que os obstáculos diminuam a cada dia e que você esteja sempre ao meu lado. Sabe como te enxergo? Te vejo como uma tarde de sol debaixo duma árvore, olhando pro nada, quetinhos, juntinhos. Juvenil? É. Quem disse que quem ama se sente “Old” ?

Jamais!

Definitivamente estar gostando de alguém, me deixa e me faz sentir como se tivesse, doze anos de idade! Ruim?

Um pouco, eu fico sem fala oras! Mas de resto, todas as sensações são boas, te olhar, sorrir discretamente, pensar em você, esperar sua resposta, seu carinho, seu jeito. Daquele jeito seu sabe, que ninguém tem, de saber o termo certo de me conquistar, ou de fazer a pergunta certa! Só você.

SABE, gosto de você e quero dizer, mas não quero estragar, isso tudo que conquistei agora, não, perder seu carinho. Nesse momento, não pretendo isso, não mesmo.

Uma vontade de amar

– Nessa manhã eu não quero me ater ao que vão dizer sobre minha postura, não vou ligar se me olham ou se falam de mim. Descobri também que de hoje em diante, vou me embebedar de alegria, amor de fim de semana e muito balanço! Tudo isso por que? Ora pois, não tenho esse direito? Não posso mais tentar, sentir ou sonhar? (E ela acordou assim)

– Do que está falando garota? Ninguém te quer!  

Decidida a amar, independente de distância ou de platonismo. Queria sentir o amor, estar vazia não é uma opção que se pode cogitar nesse momento. Para começar Molly tomou um banho longo, saiu com um vestido leve e uma jaqueta jeans por cima, pegou a bolsa, passou um batom suave, delicado e foi…

– Onde vai ? (Perguntou sua mãe.)

– Vou ao parque da cidade encontrar meu grande amor.

Depois disso, ela vivia pelos cantos da casa sorrindo, cantando e falando tudo da vida dela para o cachorro que tinha uma expressão do tipo; “BORING.” Mas coitado, o namorado da Molly sempre fazia um agrado pro Elvis ( Nosso Cachorrinho) . A Molly nunca falava mal dele e chorou pouquíssimas vezes durante todo o namoro. Uma das raras vezes que  ela chorou pelo rapaz todo sorridente e charmoso, o qual ela não falou o motivo. Ele logo apareceu em casa com um buquê enorme e declamando um poema lindo. Acho que o preferido dela, pois ela chorou dobrado e o beijou de um jeito, tão apaixonado. Bom, o final disso vocês já sabem né?!

Leia o texto ouvindo :